Dessa vez a tecnologia tirou uma folga e nem a câmera, nem o Gemini colaboraram muito para as imagens, mas o que importa é o papo, né? Já estou rodando com o Galaxy Tab S11 há quase um mês e vim compartilhar a real da minha experiência com vocês.
O que mudou (e o que faltou) Sendo bem sincero, olhando só para o tablet em si, não temos uma revolução em relação ao Tab S9. Ele está sim mais rápido, mais fino e mais leve. Mas, como o nosso senso crítico não falha, bateu aquela frustração por não ver um upgrade nas câmeras, o suporte ao Wi-Fi 7 e ainda continuamos órfãos da tela LTPO (aquela que varia de 1Hz a 120Hz e ajuda demais na economia de energia).
Bateria de respeito Apesar da falta do LTPO, a autonomia tá show! Tenho batido entre 6h e 9h de tela tranquilamente, o que me permite esquecer o carregador por uns dois ou três dias no meu padrão de uso.
Sem dúvida, é nos acessórios que encontramos os grandes acertos aqui.
- Teclado: Ele até parece o Book Cover Keyboard Slim antigo (ainda sem touchpad), mas o novo conector ganhou meu coração. Agora, o próprio peso do tablet faz o acionamento e ele gruda magneticamente. O resultado? Uma conexão super firme e estável. E a mochila agradece: o conjunto todo (tablet + teclado) caiu para 753g, bem mais amigável que os 921g do S9.
- S Pen: A nossa querida caneta também tomou um banho de loja. O design hexagonal deixou a pegada muito melhor, ela fixa na lateral com muito mais segurança, e não rola da mesa. O botão agora é multitarefa (acessa até 3 funções dependendo do app), e a ponta nova desliza que é uma beleza, além de sofrer bem menos com o desgaste.
A mágica do ecossistema vs. A realidade do Android No dia a dia, o Tab S11 praticamente aposentou meu notebook. O hardware dá conta do recado brincando, e a integração da One UI é aquele absurdo que a gente já ama: a conversa com o smartphone flui e a transição automática do áudio para o Buds3 Pro é vida. Minha única dificuldade com o sistema hoje é a confusão de conviver com o modo DeX e o modo Tablet operando juntos. Queria muito ter a opção de travar em um só e seguir a vida.
O calcanhar de Aquiles, no entanto, continua sendo os apps de terceiros. Falta um Office de peso e um editor de imagens com a robustez dos PCs — porque motor pra rodar isso o tablet tem de sobra. Para o básico, o Google Docs, Office Mobile, Canva, Photoshop Mobile e o Gemini atendem, mas vira e mexe eu me vejo tendo que recorrer ao Galaxy Book para resolver coisas mais complexas.
Veredito No fim das contas, tirando essa barreira de software da Play Store, a experiência está sendo redondinha. Foi o primeiro tablet que realmente me conquistou no uso pesado diário, tão agradável de usar que a vontade é de chutar o balde, ficar só com o tablet e partir direto para um Ultra.
E aí, quem mais tá usando a linha Tab S11? Deixem aí nos comentários!



