Tenho vários pontos contra a marcas da maçã, mas admito que eles possuem uma visão estratégica de mercado incomparável, somada à capacidade de fazer aocntecer. O buzz do momento é a volta do Mac para as massas, com o lancamento do MacBook Neo, mas vamos falar um pouco de história.
O ano era 2000, o mercado já estava repleto de smartphones top de linha da Palm, Nokia, HTC e Sony Ericsson com sistemas como PalmOS, Symbian e Windows Mobile, mas pouco assimilados pela populacão. Nesse momento, assistimos à chegada do iPhone trazendo com coneitos de interface, web apps e app store, que o deixaram mais atraente para pessoas comuns – seja consumidores ou desenvolvedores. Em meio a essa cartada, assistimos também ao nascimento do Android com conceitos semelhantes, mas acabamos presenciando também a morte de praticamente todas as marcas e sistemas operacionais que mencionei anteriormente.
Há menos tempo, já no início dos anos 2020, tivemos o Apple Silicon, com o chip M1, fazendo com que os modelos de entrada como o MacBook Air e o Mac Mini se tornassem muito mais potentes, se transformando em alternativas viáveis ao Windows e ao ChromeOS. Não bastasse isso, a nova arquitetura dos chips também revolucionou os conceitos de eficiência energética e térmica. Mesmo que eu não curta o MacOS em si, a experiência com o Air M1 mudou completamente minha perspectiva do que esperar de um notebook – e acho que só não teve um impacto maior pela falta de visão da Apple em mercados fora dos EUA e da Zona do Euro.
Agora, no início de 2026, outra cartada que deixou outros fabricantes assumidamente preocupados – o lançamento do MacBook Neo, um Mac de apenas 599 dólares capaz de ter um bom desempenho com apenas 8Gb de RAM e chip de celular. Um notebook minimamente usável para alguém um pouco mais exigente, já custa mais que isso.
Imho, essa cartada parece ter sido usada para para antecipar o lançamento dos notebooks com o novo sistema operacional baseado no Android (que deve ocorrer ainda esse ano); e sim, acho que já vai abalar bastante a recepção do futuro OS. Só que por hora, a Apple não dá indícios de que vai abranger outros países nesse seu pensamento, já que o preco de lancamento aqui no Brasil ainda supera bastante o de notebooks com configuracoes bem bacanas, como é o caso do Galaxy Book4 com placa de vídeo MX570, que custa menos que o preco sugerido para esse Mac por aqui.
E, acho que a Apple não faz mais por pura acomodação, por visar muito mais o lucro direto. Porque se tivemos um modelo de iPhone realmente popular, um device voltado para jogos, uma política de preço mais agressiva fora dos EUA, os concorrentes certamente teriam muita dificuldade para reagir, e a maçã certamente conquistaria mais espaço nesse mercado.
Mas voltando ao assunto, hoje estou sem notebook, quebrando o galho com um lapdock de baixo custo, adiaram novos Galaxy Book. Mas, com esse movimento da concorrente, se o Galaxy Book6 de 14″ não der as caras logo por aqui (e com um precinho bacana), vou começar a olhar com mais carinho pra esse Neo…



