E chego aqui a minha enésima tentativa de incluir um lapdock no meu setup, dessa vez com o modelo da Elecrow/GrowCube comprado na Amazon BR (com envio internacional) por cerca de R$ 1600 (já com descontos e impostos). Já havia experimentado o moldelo mais famoso da Uperfect, sem muito sucesso.
Tudo comeća na minha indignacão de ter todo o poder do S26 Ultra em mãos, e ainda assim depender de um notebook simplesmente pela tela grande e interface; e também na falta de grana (com o mesmo valor, eu acabaria tendo que encarar um notebook com 4Gb de RAM que, muito provavelmente, daria mais dor de cabeca.
Apesar da caixa de produto barato, da aparência de produto barato (lembra muito os notebooks da Multi/Ultra) e do carregador ter um conector específico (não dá pra compartilhar o carregador com o telefone), as primeiras impressões não foram ruins. Ainda que não seja perfeito, tanto o teclado, quanto o touchpad e a tela me agradaram mais que no modelo da Uperfect – teclado responde bem, com pouquíssimos erros e o touchpad é bem mais usável que outros lapdocks que praticamente te obrigavam a ter um mouse; a única questão é a falta de palm rejection no touchpad, que te faz readaptar a forma de digitar pra evitar esbarrar no touchpad sem querer.
Exceto pelo fato de não ser touch, a tela também me agradou mais que do LapDock da Uperfect. tem acabamento fosco e um amplo ajuste de brilho (costumo usar entre 0% e 20% indoor). Infelizmente as personalizacões e ícones do Android não foram feitos para lidar com a baixa resolucão, e ficam bem feios na tela, mas isso não chega a atrapalhar o uso.
A performance é toda baseada no S26 Ultra que está conectado nele, seja processador, gráficos ou recursos de rede, e é aí que está a grande vantagem quando comparado com notebooks na mesma faixa de preco – é tudo muito fluido, sem lags ou travamentos, wi-fi e bluetooth estáveis e com longo alcance e uso da câmera do smartphones em aplicativos de video-chamadas sem complicacão.
Ele tem uma vasta opcão de entradas – a esquerda, uma mini HDMI, uma USB padrão e uma USB-C que apenas fornece energia para o dispositivo conectado; a direita, a entrada para carregador, uma USB padrão, entrada para headset, e a USB-C principal (única que pode ser usada para transmitir a tela do smartphone).
Ele supostamente possui micro fone e auto-falantes, mas se eles realmente estão ali, é impossível contar com eles. Outra ilusão é aquele circulo centralizado sobre a tela – aquilo não é uma webcam, deve apenas ter usado uma carcaća que teria a possibilidade de incluí-la ali.
Agora, um ponto que sempre causa muita apreensão nos notebooks – a bateria. Minha intecão não é usa-lo o dia inteiro no trabalho, já que boa parte do tempo, o smartphone sozinho já resolve – e nisso ele leva uma grande vantagem: quando desligado e desconectado do smartphone o consumo é zero.
Ter uma estimativa mais realista da autonomia dele não é fácil, além de não ter nada que indique claramente a porcentagem de carga do dock, devemos lembrar que além de sustentar seu hardware, ele também vai estar carregando o smartphone conectado. Pra minimizar o impacto do smrtphone, coloquei ele com protecão de bateria (para só carregar até 80%) e quando pluguei ele o S26 Ultra ainda tinha 89% de carga, então não deveria carregar – nesse teste, a bateria do lapdock da GrowCube foi suficiente para aguentar 5hs de uso (e ao final dessas 5h, o S26 Ultra ainda tinha 80% de carga).
Por fim, a integracão com o sistema que pode ser um problema para uso mais amplo. Algumas funcões, dentro do editor de imagens por exemplo (e provavelmente outras que não testei) não lidam bem com a ausência do touchscreen e se tornam praticamente impossíveis de serem utilizadas através do lapdock.
Para concluir, antes de tudo, queria dizer que esse tempo com o lapdock da EleCrow me fez pensar em duas coisas: a primeira é que ele poderia/deveria custar bem menos que R$ 1.600 (que foi o preco que paguei, já com os impostos), a segunda é que a Samsung teria capacidade de fazer algo semelhante só que melhor, e ainda assim mantendo um preco convidativo.
Enfim, difícil definir se vale a pena. Se você tem um smartphone potente, precisa da interface de PC para alguns usos, quer investir o mínimo possível, e se irrita ao usar notebooks lentos, então esse LapDock pode ser uma boa opcão para você; fora disso, tem que pensar bastante. Acho que o pontos mais crítico aqui é baixa autonomia somada ao carregador proprietário. Eu, como dependo dele apenas por cerca 2hs por dia de trabalho, posso contar com sua bateria para uma viagem curta, de 2 dias sem precisar levar o carrgador (mas também não posso usufruir da telona dele para lazer, se não quiser levar o carregador).



